Foco na Biodiversidade

Projeto Água em Foco, realizado pelo Comitê Rio Passo Fundo, em parceria com o Instituto Menino Deus, leva alunos do sétimo ano para o Museu

Através de uma teia, feita de barbante, os alunos compreenderam as relações de fauna e flora da Mata de Araucária

 

     Uma manhã para mergulhar no universo da biodiversidade. Assim foi na sexta-feira, 22, para os alunos do sétimo ano do Instituto Menino Deus que, através da parceria entre a escola e o Comitê Rio Passo Fundo participam do projeto Água em Foco desde o mês de março. A atividade aconteceu em alusão ao Dia Mundial da Biodiversidade, comemorado no dia 22 de maio, data instituída pela ONU, e envolveu os alunos em um circuito de atividades no Museu Zoobotânico Augusto Ruschi do Instituto de Ciências Biológicas da UPF.

    Divididos em quatro grupos, os alunos conheceram os laboratórios de botânica e zoologia, onde aprenderam os processos de identificação de plantas e, também, de taxidermia e conservação de animais. Ainda, participaram de atividade multimídia na Sala Verde e de exposições, onde entenderam um pouco mais sobre biodiversidade através da teia de ecossistemas que explicou as relações entre a fauna e flora da Mata Atlântica. Eduarda de Oliveira Nunes, de 12 anos, já visitou outra exposição no Muzar, mas através da atividade descobriu coisas que não conhecia. “Achei muito legal para conhecer coisas que não sabíamos. Descobrimos muita coisa nova. Pudemos interagir uns com os outros e vimos que o ecossistema depende de cada coisa que existe nele”, conta. Stéfani de Quadros, também de 12 anos, esteve no Muzar em 2013 e, na sexta-feira, o fato de ir além das exposições foi o que mais chamou a atenção da menina. “Hoje eu gostei bastante de entrar nos laboratórios e ver as coleções porque é uma experiência nova. Nunca tínhamos entrado lá, só podemos entrar onde é aberto para visitação. Aprendemos bastante coisa sobre o empalhamento dos animais e sobre botânica, coisas que não conhecíamos”, explica.

     Para Amanda Becker Rodrigues, 12, que nunca esteve no Muzar, a experiência foi diferente. “Gostei de ver como os animais são empalhados e os processos que são feitos antes de eles serem expostos. É interessante porque muitos animais chegam machucados e aí passam por processos de limpeza e conservação”, comenta. Para o Muzar, receber os alunos e perceber o interesse deles é essencial. Flávia Biondo da Silva, Bióloga Responsável Técnica pelo Museu, comenta que atividades assim colaboram para complementar os conhecimentos da sala de aula. “Tirar o grupo de alunos de dentro da sala de aula e levar para dentro do Museu vem complementar a concretização do conhecimento que, normalmente, é feito só teoricamente. Contribuímos com informações que, muitas vezes, não chegam até a escola e não são dialogados no dia a dia, isso faz com que os alunos se interessem e interajam e isso leva com que a gente conquiste as crianças para a preservação da biodiversidade”, avalia.

    Impossíveis de separar, a gestão dos recursos hídricos e a biodiversidade não podem ser tratadas de forma dissociada. Claudir Luiz Alves, presidente do Comitê Rio Passo Fundo, comenta que é necessário ter uma visão ampla a respeito do ecossistema para colaborar no equilíbrio da diversidade. “Comitês de Bacias tem como principal função a gestão dos recursos hídricos e é impossível separar isso dos recursos naturais. Utilizar as mais variadas ferramentas disponíveis para levar o conhecimento aos alunos tem sido a busca do Comitê Rio Passo Fundo. Não há nada mais importante do que esclarecer à crianças e adolescentes a respeito do planeta em que vivem”, conclui o presidente.

Projeto Água em Foco

    O projeto “Água em foco: em busca da preservação dos recursos hídricos”, uma parceria do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo com o Instituto Menino Deus e teve início em março deste ano. Com o objetivo de promover o debate ambiental dentro da escola e formar alunos capazes de identificar o meio ambiente como algo a ser mantido e preservado, o projeto segue com atividades mensais até o mês de julho. Ao fim de cada atividade, os alunos das duas turmas de sétimos anos são desafiados a produzir, em sala de aula, poemas, desenhos ou redações que, ao fim do projeto, serão reunidos em um livro que será apresentado à comunidade até o fim do ano.

 

Foto: Sammara Garbelotto / Comitê Rio Passo Fundo