Economia e Meio Ambiente

Reunião Ordinária do CBHPF discute alternativas que sejam capazes de conciliar o desenvolvimento da economia da cidade com a preservação ambiental

Na última sexta-feira, 31, os membros do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo participaram da Reunião Ordinária do mês de outubro com o objetivo de definir a eleição de membros suplentes e, ainda, compreender, analisar e discutir um estudo feito pelo Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas – GESP.

Coordenada pelo presidente do CBHPF, Claudir Alves, a reunião apresentou, em um primeiro momento, as vagas disponíveis e as entidades candidatas a preenchê-las. Ficou definido, então, que essa escolha será feita na próxima Reunião Ordinária e, antes, será realizada uma análise das atividades e cargos com a presença da Comissão Permanente de Assessoramento – CPA.

Depois disso, Paulo Fernando Cornélio e Maria Helena Bassan Benedetti, representantes do GESP, assumiram a palavra e propuseram ao grupo uma análise do Projeto de Lei Complementar nº 18/2014 do processo nº 311/2014 que busca uma alteração do Plano Diretor da cidade para criar uma Zona de Uso Especial para extração de argila em duas áreas que ficam às margens do Rio Passo Fundo – a primeira no acesso à barragem da Corsan no Arrio Miranda e a segunda posterior ao bairro Zácchia. Para o GESP não é viável e nem ambientalmente correto que sejam criadas as ZUE porque ambas as áreas já estão degradadas e sendo recuperadas pouco a pouco.

Em contraponto, foi observado que a criação da ZUE não aprova imediatamente a extração, mas possibilita que seja pedida uma licença ambiental para a atividade. O CBHPF, através do presidente, propôs a criação de um grupo de estudos com todos os setores responsáveis para que sejam definidas melhores alternativas tanto para o meio ambiente quanto para a economia. “Só existe economia, se existir meio ambiente”, finalizou Claudir.

 

 Foto: Sammara Garbelotto